Os delfins palram irrequietos pelo espaço do palco e bicam quem se vai sentando. Aguarda-se o começo. Mas há luzes acesas e algo vai acontecendo: isto é já a peça?
A plateia sossega e finalmente a noite dos delfins chega ao fim. Mataram-se a trabalhar: queriam construir um bebé. Que desígnio!
a manhã chega com um clique nas luzes. Olham-se e descobrem-se e giram e o restante está fielmente plasmado no vídeo. Sintam o frémito nas filmagens, fiquem bem.
DAC é o acrónimo de domínios de autonomia curricular: cruzaram-se a Biblioteca da Escola Básica de Pedome, o clube de Teatro, a semana da Ciência e pelo menos duas disciplinas, as ciências; oito apresentações para outras tantas turmas e foi de uma loucura saudável o dia e bonita a festa. Acabámos a prometer à última turma que não deixaríamos que o cansaço nos toldasse o raciocínio para que o último espetáculo do dia estivesse ao nível do primeiro. É pelo menos assim que fazem os profissionais.
Todos os alunos lá presentes menos o Tony Rompante, em casa de prevenção à conta da Covid-19. Pelo que é importante saber que os heróis são também eles.
Ficou uma vez mais provado que tem cabimento as artes performativas na escola: mais, arte salva e
tirem apontamento escrito:
O aparelho de Oparin-Haldane e as gambiarras foram feitas e fornecidas pelos de Físico-Química, o trabalho de palco foi de alunos, professores e educóloga e a filmagem executada pela professora da Biblioteca. Um trabalho que serviu mais de cento e oitenta pessoas, entre professores e alunos, repetido por oito apresentações.
Foi um estouro! Quando há mais?
Ficha técnica:
Delfins: Toni Rompante; Américo Monteiro; Leandro Oliveira; Luís Baltar; Paula Rego; Gabriel Azevedo, Íris Araújo, Gabriela Lemos; Soraia Moreira; Nuno Monteiro, Alana Barboza;
Eva: Elisa Carvalho
Criação: Nuno Monteiro
Vídeo: Clara Verónico
O aparelho de Oparin-Haldane foi elaborado por professores e alunos do Clube das Ciências
