De Pisa a Milão
As viagens de comboio, algumas com carruagens cheias e malas a ocupar todos os canto, têm sido ocupadas com risos, cartas, conversas sobre as nossas vidas e o futuro, partilhas de lanches e debates sobre o futuro.
A primeira paragem do dia levou-nos a Pisa. Ficar frente a frente com a imponente Catedral e a icónica Torre inclinada foi um momento de puro deslumbre.
Mas a viagem continuou rumo a Milão, onde fomos impactados por um forte choque de realidades: a opulência das lojas de alta-costura a cruzar-se, a escassos metros, com a simplicidade num encontro marcante com ativistas independentes. Sem estarem ligados a organizações, cidadãos anónimos, junto à imponente Catedral, dedicam uma hora do seu dia, diariamente, a dar a cara pela defesa dos Direitos Humanos, sem grande ruído nem palavras de ordem, aos quais qualquer transeunte se pode juntar e trocar algumas palavras, como nós fizemos.
A visita à instalação Wall of Dolls trouxe à tona a dor da violência contra as mulheres, lembrando-nos de que a justiça social ainda tem um longo caminho a percorrer.
No final desta jornada, a pergunta que fica a ecoar no grupo é simples, mas urgente: afinal, que Europa queremos construir?













