25 de abril na primeira pessoa – EB de Bairro

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Os alunos da turma G/ da Escola Básica de Bairro tiveram o privilégio de ouvir o relato de um dos miliares de abril. Leandro Alves, o professor da turma, perguntou aos alunos se tinham familiares dispostos a partilhar as suas vivências pré 25 de abril. Luís Maia Monteiro, avô de Joana Monteiro, aceitou o desafio e, na passada segunda feira, dia 22 de abril, foi à sala aula contar  na primeira pessoa como foi o dia 25 de abril de 1974 porque ele foi um dos miliares que nesse dia esteve no Terreiro do Paço e no Largo do Carmo. Na altura era condutor operacional e estava no quartel de Oeiras e “às duas da manhã um sinal sonoro alertou-nos para o início da Revolução”, contou. As crianças ouviram atentamente e ficaram impressionadas com os pormenores daquele dia que o avô Luís guarda com “emoção e orgulho”. “Porque foi graças à atuação daqueles homens, heróis como Salgueiro Maia, que deu o peito às balas, que todos pudemos gritar Liberdade”. Luís Monteiro contou às crianças como era a sua vida de criança e jovem antes da Revolução. “Não era nada fácil. Éramos oprimidos. Vivíamos cheios de medo. Tínhamos medo da PIDE e dos regedores.  Éramos pessoas tristes, com vidas tristes. Muitas vezes, não havia o que comer. A vida em ditadura é um sofrimento terrível”. Lembrou que quando tinha 8 anos guardava gado e cortava erva com uma foucinha: “ao fim do dia tinha de encher um carro de bois”. Por isso alertou as crianças para que tenham boas ideias e não permitam que os tempos antigos, voltem. “A liberdade é um tesouro, é a maior riqueza que temos, por isso, devemos pedir a Deus eu nos dê boas ideias para não haver mais ditadura”, concluiu.