Tocava o alarme… Trim trim! Trimmm! Já eram seis e meia da manhã. Mais uma rotina monótona começava antes mesmo de a cidade despertar. Rodrigo abriu os olhos devagar, como se o peso do dia já estivesse sobre ele antes de sair da cama. O quarto, este permanecia silencioso, apenas o som longínquo de um comboio que atravessava a vila o interrompia. Para Rodrigo era sempre assim, sempre a mesma coisa, sempre o mesmo quotidiano…. Acordava e vestia-se sem pensar, quase como um ato involuntário, saía apressado e seguia o mesmo caminho até à estação ferroviária de Vila Nova de Famalicão. Todos os dias iguais, todos os passos repetidos como se a própria vida andasse presa a trilhos invisíveis.
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